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O que provoca apendicite?

23 de Junho, 2023

Embora a apendicite esteja mais associada às doenças dos jovens, ela também pode ocorrer na idade adulta. Causa dores muito fortes, pode requerer uma intervenção cirúrgica e até pôr a vida da pessoa em risco. Conheça as causas que provocam a apendicite e saiba como pode evitá-la!

Chama-se apendicite à inflamação do apêndice, um órgão linfático que tem o formato de tubo e o tamanho aproximado de um dedo, localizado na junção do intestino grosso com o intestino delgado, no lado direito do abdómen. Sem haver uma função essencial desempenhada por este órgão, durante a infância ele ajuda a produzir células de defesa do organismo e, à medida que o corpo se desenvolve, vai ficando cada vez mais estreito. É por esse motivo que a maior incidência de casos de apendicite ocorre durante a adolescência e o início da idade adulta, afetando anualmente 1 em 500 pessoas, na sua vasta maioria entre os 10 e os 30 anos, sobretudo entre os 15 e os 25 anos.

 

O que provoca apendicite?

Esta inflamação geralmente ocorre devido à obstrução do apêndice por fezes ou por alimentos que não foram devidamente digeridos, nomeadamente gorduras.

A apendicite também pode ser causada por vírus, havendo maior risco no caso de pessoas com doenças gastrointestinais, por fungos e parasitas, por bactérias do intestino, por adenovírus como rubéola, sarampo e mononucleose, por pólipos ou por cálculos biliares. Em algumas situações, pode haver uma torção no apêndice, a qual causa a inflamação, ou pode haver obstrução do mesmo devido a corpos estranhos como sementes de melancia, pipocas, etc., que se deslocam para esse órgão e causam o bloqueio.

 

Como se manifesta?

Os sintomas de apendicite confundem-se com os de outras doenças, o que pode atrasar o seu diagnóstico e devido tratamento.

De um modo geral, a apendicite surge como uma dor aguda no abdómen, mas pode também manifestar-se com cólicas, enjoos, náuseas, vómitos, prisão de ventre ou, pelo contrário, diarreia, perda de apetite e distensão estomacal.

A dor pode ser difusa, afetando toda a região abdominal, ou, uma vez que o apêndice é um órgão móvel, pode localizar-se em direção à parede anterior do abdómen, à parte posterior do rim, da pélvis ou do fígado, fazendo com que a dor se manifeste nessas áreas.

Logo que sejam notados sintomas e que a dor não atenue, é essencial dirigir-se ao hospital ou ser visto por um médico, pois a apendicite pode avançar rapidamente, causando a perfuração do apêndice. Uma vez que está ligado ao intestino, pode causar problemas muito graves, como a obstrução intestinal, fístula, vazamento de fezes para dentro do abdómen e acumulação de pus. Em casos mais graves e se não for devidamente tratada a apendicite pode, mesmo, levar à morte.

 

Como saber se é apendicite?

A apendicite pode confundir-se com outros problemas de estômago, mas destaca-se devido ao seu aparecimento súbito, à sua intensidade aguda, e à tendência para se localizar na parte abdominal.

No caso das crianças, pode ser acompanhada por náuseas, vómitos e febre até 38°.

A apendicite é geralmente tratada através da remoção do apêndice, a qual é feita cirurgicamente, podendo ser utilizada uma técnica não invasiva e cuja recuperação é relativamente rápida. Em casos mais raros o tratamento pode ser feito através da toma de medicação.

 

Como evitar?

Manter hábitos alimentares saudáveis ajuda a evitar a inflamação do apêndice, embora não haja uma fórmula infalível para evitá-la.

Beber água e aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras contribui para o bom funcionamento do intestino e ajuda a evitar problemas com ele relacionados.

É preciso ter especial cuidado ao ingerir alimentos com grainhas e sementes pequenas, mastigando bem os alimentos e mantendo uma dose adequada de ingestão de água. Evite também as comidas que podem causar infeções por fungos e parasitas, nomeadamente aquelas cujo estado de conservação é duvidoso ou que passaram do prazo de validade.

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